Compreenda-me

by - December 19, 2013

by Lara Alegre
Olha, eu não to aqui pra pedir nada a ninguém. Na verdade eu ando pedindo bem pouco das pessoas que eu conheço. Na verdade eu só queria pedir um pouco de compreensão. Tem dias em que a gente simplesmente queria não ter acordado. Tem dias em que a gente tem certeza que vai desistir de tudo. Tem dias em que simplesmente é foda viver. Tudo o que eu queria é que as pessoas ao meu redor simplesmente pudessem entender que tem dias em que eu não quero dar explicações, não quero conversar, não quero amor, nem carinho, não quero ninguém. Quero o meu universo, meus pensamentos, quero apenas eu.


Estou naquele momento da vida em que tudo me magoa. Parece que até um simples bom dia é pra me irritar. Eu sei que não é. Eu sei que não é o meu mundo, minhas coisas, meu jeito - mesmo querendo ter esse poder por algumas horas - eu não tenho. Tento ver as coisas boas que tenho, tento agradecer sempre antes de fechar os olhos pra oficialmente terminar um dia e poder fazer com que outro apareça. Algumas pessoas simplesmente não compreendem que precisamos de espaço. Que precisamos entender o que nós somos e pra que viemos. Estou no momento de descobrimento sobre mim, e isso vem sendo tão importante pra mim quanto respirar. A única coisa que posso dizer sobre esse momento é que todo mundo deveria ter e experimentar. Tem dias em que é profundamente ruim, mas vai passando e depois você percebe que é profundamente bom. 

2013 realmente foi um ano terrívelmente marcante pra mim. Porque citar ele? Porque ele esta marcado em mim e em minha vida tanto quanto minhas tatuagens. "Quem bate esquece, quem apanha jamais". Essa frase faz muito sentido pra mim. Bati inumeras vezes e me esqueci, passou. Mas as vezes que eu apanhei, me deixaram cicatrizes que sempre que olho me da vontade de chorar. Mas eu não fico triste pelas cicatrizes. Não fico triste porque apanhei. Fico triste por ter acontecido com pessoas que eu realmente não queria que acontecesse. Mas quem foi que disse que temos direito de escolher quem vai nos machucar? A única escolha que podemos fazer é de quem podemos machucar, e melhor ainda: poder escolher não machucar. 

Se eu pudesse desejar algo, hoje eu desejaria um pouco mais de compreensão. Se podemos entender a dor do outro, a necessidade, o sentimento, podemos também fazer com que tudo fique melhor. É como se ajudar o próximo fosse como ajudar a si mesmo. Fica aqui meu desejo. Seja pra quem for.

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