Já faz 1 Semana

by - April 27, 2013


Enquanto os carros passavam na rua e eu segurava o telefone no banco de madeira, ele falava e me pedia pra escutar. Eu tentava entender o porque tudo aquilo estava acontecendo, eu tentava ao mesmo tempo que ouvia me explicar que eu tinha que aceitar sem questionar, porque nem sempre a gente pode fazer com que as coisas sejam diferentes. Eu queria gritar e dizer que ele estava errado sobre mim, mas eu sempre estive errada e tentando correr atrás de coisas que achamos que sempre precisamos, mas que no fundo nós nunca tivemos e nunca poderiamos saber como iria ser se tivéssemos. 

Minutos antes de desligar o telefone eu ainda pensei bem, porque no fundo eu sabia que as coisas iam mudar dentro de mim depois daquele dia. Ontem fez uma semana desde que algo mudou aqui. Ainda parece algo novo, tudo ainda tem cheiro de novo. E toda vez que algo parece voltar, eu fecho os olhos e simplesmente não consigo mais pensar em nada. Se foi. As oportunidades são assim, únicas em nossas vidas, e eu sabia que mais uma iria se passar... mas também sabia que aquela seria a última delas e a mais importante. Aquela que decidiria no que eu iria me tornar dali pra frente. Não há tristeza aqui, não há ódio, não há julgamentos, e também não há mais esperança. 

Não há mais o que descobrir, o que juntar, o que conversar, o que dizer, muito menos não há mais o que esperar. A espera já passou do limite de horas, de dias e tempo. Não há mais nada. O copo que eu achava que estava meio cheio esta completamente vazio agora... e eu não pretendo enche-lo tão cedo. Quero que ele fique vazio. Não existe percas. As percas acontecem quando você tem alguma coisa, e eu já não tinha nada há algum tempo... eu só tinha aquelas coisas que eu achava que tinha. A simplicidade e objetividade das coisas é o que me mantinha no lugar, e principalmente a esperança que eu acabei mandando ir embora.

"Vá!"

Eu não espero mais nenhuma ligação, nenhuma sms expontânea, uma carta, um texto, um e-mail, tweet, um carro de som gritando o meu nome e tão pouco uma visita até a minha casa. Eu não espero mais ouvir aquela voz que fazia eu voltar atrás de tudo o que eu já tinha planejado. Eu não espero mais ver ou sentir um abraço caloroso que irá fazer eu voltar atrás. Eu não espero mais abrir caixas com lembranças e ficar remoendo o que já passou. Eu não espero mais sentir. Eu também não procuro mais, não procuro saber como está, porque deve estar bem. 

A minha felicidade de hoje, é terminar o dia bem e sem pensar no que eu queria que tivesse acontecido com a minha vida. Com ela não brinco. Com ela eu levo a sério. Eu gosto e dou valor a ela. E quero voar pra qualquer lugar, desde que não seja de avião. 

Tudo acontece por um grande motivo, eu acredito que esse meu grande motivo seja de aprender a viver e a gostar do que eu mais odeio. Porque amar é fácil, agora amar algo que a gente odeia leva algum tempo. E odiar o que a gente já amou chega a ser ingrato.

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