Whatever

by - March 15, 2012

Eu sempre me prejudico por ajudar as pessoas. Tento ser o melhor para as pessoas sempre, sem ser hipócrita nem nada, eu só faço aquilo que acho que é certo, e muitas vezes erro por isso, e tudo bem. As vezes perco a cabeça com as pessoas e falo mais do que deveria, mas quem é que nunca se sentiu assim? Ás vezes me encontro no meio de uma multidão com pedras nas mãos e me sinto no meio da rua sem nenhuma proteção, e quando paro pra perceber o principal alvo sou eu, somente eu.


De olhos abertos, sem agasalho nenhum nessa cidade de 16º eu paro e penso: acho que posso suportar todo esse frio, todo esse vazio, porque aquelas pessoas ali na rua conseguem, eu também vou conseguir. Fecho e abro os olhos como se cada parte da minha vida fizesse algum sentido e simplesmente começo a andar e seguir em linha reta sem saber qual é o final do caminho. Não precisa fazer sentido, não precisa fazer sol, porque na verdade não importa o tempo que fizer, eu vou continuar. Eu não tenho muitas coisas, só tenho uma roupa velha e algumas tranqueiras que guardei dentro da bolsa pra me lembrar de você, e tudo bem, eu posso viver o resto da minha vida apenas com aquelas pequenas tranqueiras que você me deu. Eu sei que posso sobreviver com aquilo que tenho, e aprendi que não posso querer mais do que você consegue me dar, porque isso é total perca de tempo, e ele anda muito raro.

Estou caminhando, você consegue ver?



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